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Internet deve ser
tratada como prioridade nas Eleições 2010, diz "blogueiro
de Obama"
Por André Naddeo - Do
UOL Notícias no Rio de Janeiro
Sam Graham-Felsen, blogueiro da
campanha presidencial de Barack Obama em 2008,
concede entrevista ao UOL no Rio
Em 4 de novembro de 2008, quando a contagem dos
colégios eleitorais dava conta de que o senador
republicano John McCain estava definitivamente
derrotado, não foi apenas o grito de “Yes, We Can”
diante da recessão econômica, tampouco o fato
inédito de um negro ser eleito para ser o 44º
presidente dos Estados Unidos, que se sobressaíram
na vitoriosa campanha democrata de Barack Obama.
"Na campanha de 2008 do Obama foi o momento que o
mundo todo reconheceu o quão poderosa a internet
poderia ser numa eleição. Nós arrecadamos dois
terços do dinheiro da campanha somente em doações
online”. A declaração é de Sam Graham-Felsen, um dos
diretores de novas mídias da campanha de Obama à
presidência, e responsável pelo site “barackobama.com”,
o blog que se transformou em plataforma de campanha
responsável por números expressivos.
Além dos dois terços de toda as doações arrecadadas,
foram recrutados cerca de R$ 2 milhões de
voluntários, outros tantos milhões de seguidores nas
redes sociais (Facebook, Twitter, My Space etc), e
uma lista de e-mails com 13 milhões de cadastrados
foi formada. Por mais que a eleição norte-americana
seja por meio de um modelo diferente do brasileiro
(cada Estado tem um peso de acordo com o sistema
eleitoral do país e a maioria de votos faz o
candidato conquistar o colégio de cada federação), o
recado para as eleições 2010, na qual os brasileiros
escolherão presidente, governador, dois senadores,
além de deputados federais e estaduais, está dado.
“Se alguém quer aprender algo com a campanha do
Obama tem que levar a internet a sério. Deve ser
umas das prioridades da campanha. Deve haver um
staff para tratar somente destas novas mídias. E
lembrar que estas pessoas não são aquelas que apenas
consertam computadores, mas que precisam ser
tratadas como gerentes nesta questão. Isso é
realmente importante”, aponta o “blogueiro de Obama”,
que atualmente é um dos diretores do projeto Aliance
for Youth Movements, uma espécie de ONG para jovens
ativistas digitais.
De passagem pelo Rio de Janeiro para participar do V
Fórum Urbano Mundial das Nações Unidas, e pela
primeira vez em solo brasileiro, Sam Graham-Felsen
concedeu entrevista exclusiva ao UOL Notícias, na
qual, além de dar mais detalhes de toda a campanha
do atual presidente dos EUA, aponta a necessidade de
os diretórios de campanha brasileiros aderirem à
realidade web para conquistar mais eleitores e,
principalmente, aproximá-los dos candidatos.
Enquanto no Brasil a internet ainda não serve como
plataforma para os políticos mudarem os rumos de uma
campanha e a prática fica restrita aos comícios,
debates na imprensa e principalmente propaganda na
TV e rádio, em 2004, quatro anos antes de Obama
chegar à Casa Branca, um outro candidato democrata é
considerado o pioneiro na ideia de mobilizar
eleitores via web: Howard Dean.
“Ele foi o primeiro a mostrar o poder de se angariar
doações e voluntários [pela internet]. Ele perdeu,
nem conseguiu vencer [o senador] John Kerry [nas
prévias do Partido Democrata].Mas algumas das
pessoas que trabalharam na equipe do Obama,
especialmente "os cabeças" da equipe de internet,
trabalharam anteriormente para Howard Dean, e eles
não queriam cometer os mesmos erros que Howard Dean
cometeu”, relata Felsen.
“A grande lição foi que aprendemos que a campanha
não era só um caminho como: ‘Esta é a mensagem da
minha campanha, fique com ela, ou deixe-a de lado’.
Ao invés disso, era ‘aqui está o que eu defendo, e
eu quero ouvir de você também, diga-nos o que você
pensa’. Esta era a nossa atitude, nós queríamos que
as pessoas pensassem que elas tinham um lugar na
mesa, e que elas realmente tinham importância para a
campanha. E nada melhor do que a internet para
isso”, completa.
O diretor do “barackobama.com” trabalhou diretamente
com o braço direito de Obama e dirigente de todo o
processo eleitoral democrata em 2008: David Plouffe.
Juntos, eles traçaram a diretriz para estabelecer um
canal direto entre o candidato democrata e seus
eleitores. "David Plouffe sentiu que era importante
ser transparente na campanha, que eles tinham que
ter real acesso ao que era a estratégia de campanha.
E quando ele fez isso, nossos eleitores realmente
gostaram e você podia perceber as doações subindo,
as pessoas sentiram que a campanha realmente se
importava com elas”, explica Sam.
Leis para a internet nas eleições 2010
Nas eleições deste ano no país, o Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) autoriza os candidatos a se
manifestarem por meio de site pessoal com endereço
eletrônico comunicado à Justiça Eleitoral e
hospedados provedores nacionais. Permite ainda a
criação de blogs, redes sociais e serviços de
mensagens eletrônicas previamente cadastrados.
Proíbe apenas a propaganda eleitoral em sites
independentes, mesmo que gratuitamente.
Todas estas normas valem a partir do dia 5 de julho.
Tempo suficiente para que haja um planejamento e que
estas novas ferramentas sejam utilizadas para mudar
o panorama da campanha eleitoral brasileira, segundo
Sam Felsen.
“Campanhas inteligentes estão investindo muito mais
recursos na internet”, aponta, antes de chamar a
atenção para o fato de que este retorno financeiro
pode vir em um maior número de doações. “Nos EUA, as
campanhas costumavam arrecadar a maior parte do
dinheiro de pequenos grupos que faziam grandes
doações. Agora eu acho que é o oposto: eles estão
procurando o maior número possível de pessoas para
se envolverem, porque quando você tem 3 milhões de
doadores, mesmo se eles derem só um pouquinho, acaba
atingindo números bem grandes”, completa.
No Brasil, a Justiça Eleitoral permite doações
diretas aos partidos, inclusive usando o cartão de
crédito, mas o cenário ainda é restrito aos pequenos
grupos, principalmente empresariais, que doam
grandes somas de uma só vez aos candidatos.
Embaixadas do Obama
Twitter, Facebook e My Space são redes sociais que a
maioria dos políticos brasileiros já usufruem. Eles
possuem perfis, se comunicam com os
internautas-eleitores, mas de acordo com o diretor
de novas mídias ainda não captaram a essência e o
poder destas plataformas.
“Basicamente, nós vimos Twitter, Facebook, My Space
e muitos dos outros sites de relacionamento como
embaixadas do nosso site. Como uma embaixada é um
lugar onde você distribui a mensagem sobre o que o
seu país está fazendo, quais são os seus valores, é
como nós vimos as redes sociais. Mas
fundamentalmente nós queríamos que eles voltassem ao
[site] "barackobama.com". Nós queríamos que eles
entrassem em nossa lista de e-mail. Não queríamos
que eles simplesmente ficassem no Twitter ou no
Facebook”, explica.
"Nesta campanha, todos os discursos do Obama estavam
no YouTube para todos assistirem integralmente. Além
disso, Obama era capaz de fazer mensagens que iam
direto aos seus eleitores, sem ter que falar com a
mídia antes. Nós tivemos a possibilidade de
conversar diretamente com eles. Eu acho que as
pessoas puderam ter compreensão do candidato e saber
quais eram os seus valores”, completa.
Quem é Sam Graham-Felsen
Sam Graham-Felsen, 28, nasceu em Boston e estudou
jornalismo em Nova Iork. Atuou como repórter de
política para alguns veículos, entre os quais se
destaca o <i>The Nation</i>, especializado no tema.
Quando fez uma reportagem sobre um grupo no Facebook
chamado <i>”One million strong for Barack Obama</i>”
(Um milhão apoiando fortemente Barack Obama), que em
apenas um dia reuniu 300 mil pessoas, percebeu que
“quanto mais eu escrevia sobre como a internet
ajudava a mobilização dos jovens, mais eu ficava
interessado na campanha propriamente dita”.
Ligou para um dos diretores da campanha, que ainda
reunia poucos profissionais, oferecendo seu
trabalho. Em duas semanas largou o seu apartamento
em Nova Iork e mudou-se para Chicago, onde passaria
os próximos dois anos “trabalhando sete dias por
semana” até Barack Obama ser eleito o 44º presidente
dos Estados Unidos.
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Criador do primeiro
computador pessoal, Ed Roberts morre aos 68 anos
Por IDG News Service
Henry Edward Roberts, criador do
Altair 8800, inspirou Bill Gates e Paul Allen a
entrarem no negócio de software para computação
pessoal.
Henry Edward Roberts, criador do Altair 8800 que
inspirou Bill Gates e Paul Allen a entrarem no
negócio de software para computação pessoal, morreu
aos 68 anos.
"Estamos profundamente entristecidos com o
falecimento do nosso amigo e primeiro mentor, Ed
Roberts" disseram os co-fundadores da Microsoft,
Bill Gates e Paul Allen, em um comunicado divulgado
na quinta-feira (1/4).
"Ed foi um verdadeiro pioneiro na revolução dos
computadores pessoais, e nem sempre recebeu o
reconhecimento que merecia", acrescentaram Gates e
Allen.
Roberts foi um dos fundadores da Micro
Instrumentation and Telemetry Systems (MITS), um
varejista de kits para entusiastas da eletrônica. Lá
ele projetou o Altair 8800, provavelmente o primeiro
computador pessoal. Quando a revista Popular
Electronics apresentou o Altair em sua capa em
janeiro de 1975, Gates e Allen ofereceram-se para
desenvolver uma versão da linguagem de programação
Basic para o novo computador e então criaram a
configuração do Microsoft (então conhecida como
Micro-Soft) para fazê-lo.
"Ed estava disposto a dar uma chance para nós - dois
rapazes interessados em computadores muito antes de
eles serem comuns - e temos sido sempre gratos a
ele", comentaram os dois fundadores da Microsoft.
"O dia em que nosso primeiro software ainda não
testado funcionou no Altair foi o início de uma
série de grandes coisas. Nós sempre temos muitas
lembranças boas de trabalhar com Ed em Albuquerque,
no escritório do MITS na Rota 66.
Gates e Allen contam que Roberts era um homem
intenso, com um grande senso de humor, e que sempre
se preocupou profundamente com as pessoas que
trabalhavam para ele. Esta atitude, entretanto, não
foi estendida aos funcionários da empresa. Poucos
anos após o lançamento do Altair, Roberts vendeu a
MITS e se mudou para o Estado da Geórgia, onde
estudou medicina e tornou-se um médico local.
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Corte nega apelação e
Microsoft tem de retirar função do Word
Por IDG News Service
Pedido de revisão de processo movido
pela i4i foi negado por corte federal na
quinta-feira (1/4). Empresa pode apelar somente à
Suprema Corte.
O pedido de revisão de julgamento feito pela
Microsoft à Corte Federal de Apelação dos Estados
Unidos sobre a retirada de uma função do pacote de
produtividade Office 2007 foi negado na quinta-feira
(1/4). Agora a empresa deve recorrer à Suprema Corte
norte-americana.
A corte também reforçou a decisão anterior do júri
que envolve o pagamento de uma multa de 240 milhões
de dólares em danos à empresa i4i por infração de
patentes no Office. De acordo com a sentença, a
Microsoft terá de retirar uma função do Word 2007
para criação de documentos customizados em linguagem
XML. A companhia declarou que o novo Office 2010 já
não vai mais incluir tal funcionalidade.
A Microsoft tentou a revisão do processo em todas as
12 cortes de apelação do Circuito Federal dos
Estados Unidos. Agora, a empresa pode pedir que a
Suprema Corte reconsidere a decisão, mas ainda não
afirmou se vai partir para este recurso.
"Estamos desapontados com a decisão" disse o diretor
de assuntos públicos da Microsoft, Kevin Kutz.
"Quanto às próximas etapas, continuamos a acreditar
que há questões importantes da lei de patentes que
ainda precisam ser devidamente tratadas, e estamos
ponderando nossas opções para ir em frente."
A Microsoft tem outra opção. Em março, três juízes
no tribunal ampliaram a decisão anterior de manter o
veredicto de violação deliberada do júri. Isso
significa que a Microsoft poderia agora pedir ao
Tribunal Pleno a revisão deste parecer.
A empresa I4i declarou estar "encantada" com a
decisão anunciada na quinta-feira. "Este tem sido um
processo longo e árduo, mas essa decisão é um
poderoso reforço da mensagem de que as pequenas
empresas e inventores que possuem a propriedade
intelectual podem e devem ser protegidos", disse o
presidente da i4i, Loudon Owen, em um comunicado.
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Teatro via internet:
essa combinação pode dar certo?
Por IDG News Service
Novo portal brasileiro aposta na
exibição online de espetáculos, com vídeo de alta
definição e preços a partir de 10 reais. Será que
pega?
Uma iniciativa no mínimo instigante busca aproximar
uma das mais antigas formas de arte - o teatro - à
transmissão de vídeo pela internet, em alta
definição. Este é o desafio do Portal Cennarium, um
projeto de 10 milhões de reais bancado integralmente
pela empresa de mídias digitais Nortik e que visa
levar as principais peças a qualquer pessoa com um
computador e acesso à web.
“O Cennarium é, sim, um negócio, mas nosso objetivo
maior é a inclusão cultural”, explica o diretor do
portal, Roberto Lima. “O primeiro ponto que nos
motivou foram as estatísticas oficiais de que 95% da
população não têm acesso a teatro.”
Lima ressalta que a internet tem pouca coisa
relacionada a teatro. “Descobrimos que 92% das
companhias de teatro nem têm site”, diz Lima. “Um
exemplo é a peça ‘A Loba de Ray-Ban’, que ocupa um
espaço dentro da página pessoal da atriz Cristiani
Torloni.”
Na visão do diretor, o Portal Cennarium vai atender
a quem gostaria de assistir às peças do eixo Rio-SP,
mas que por alguma razão – tempo, dinheiro,
distância – é impedido de vir. “Ele poderá ligar seu
notebook com conexão de banda larga à sua TV, via
cabo HDMI, e assistir ao espetáculo com qualidade
digital de alta definição”, diz Lima.
Opções de transmissão em banda estreita, disponíveis
no site, vão atender a quem tem conexão discada. E
projetos especiais poderão levar a exibição de
espetáculos a um público específico, como
estudantes. “Escolas de qualquer cidade do País
poderão exibir peças clássicas em cartaz em São
Paulo”, comemora o executivo.
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Como encolher um data
center
Por Rodrigo Afonso
O data center do banco Credit Union
of Colorado, em Denver, nos EUA, está prestes a
encolher. E para o administrador de redes sênior da
instituição financeira, Tom Gonzales, essa é uma
excelente notícia. “Usamos mais espaço que o
necessário e vamos devolver isso à companhia”, diz.
Seu mantra é quanto menor, melhor, em se tratando do
data center, fator que ganhou mais importância com a
crise econômica. A tendência está sendo seguida por
outros profissionais de TI, todos buscando tornar o
datacenter mais compacto. E a receita para alcançar
o cenário ideal é adotar virtualização, saber como
lidar com densidade de dados e usar hardware
multifuncional, além de utilizar fontes alternativas
de energia e técnicas de projeto modular. A economia
é refletida na conta de energia elétrica, na redução
do custo de propriedade e no gerenciamento
simplificado da infraestrutura.
No banco norte-americano, por exemplo, a
virtualização dos servidores foi importante para
reduzir os requisitos de espaço do data center,
enquanto simplificou e tornou mais eficiente a
infraestrutura. “Nós costumávamos manter 40 caixas.
Agora temos 12 racks de servidores e o plano é
consolidar para apenas quatro”, diz Gonzales. A
consolidação dos servidores e recursos relacionados
no Credit Union of Colorado deixou o velho data
center com espaço em excesso. “Tentamos convencer a
empresa a nos dar mesas de bilhar, porque há espaço
mais do que suficiente”, diverte-se. Na verdade, a
área que agora está disponível será muito bem
utilizado pela instituição financeira, que conta com
mais de 80 mil funcionários e precisa de espaço
físico para colocar tanta gente para trabalhlar.
“Estamos no centro de Denver, uma área bem cara.
Esse espaço será revertido para garantir novas
estações de trabalho”, afirma Gonzales.
Apesar de trazer resultados, a redução do tamanho do
data center não deve ser o único foco dos esforços
para corte de custos, alerta o vice-presidente da
área de data center da IBM, Steve Sams. “O espaço
físico ocupado não é o principal no custo de data
center, que representa de 7% a 10% do seu
orçamento”, afirma. Segundo Steve, o principal gasto
de um data center está no consumo de energia
elétrica e na infraestrutura de refrigeração, que
inclui todos os aparelhos, geradores, fontes de
energia sem interrupção (UPS), distribuição de
energia, etc. Para o banco de Denver, a redução do
tamanho do data center cortou cerca de 33 portas de
energia e dois circuitos, de acordo com Gonzales.
Apesar disso, o executivo não consegue especificar a
economia em dólares, pois a empresa não conta com
ferramentas para realizar essa medição.Os líderes de
TI também precisam prestar atenção para a melhoria
de capacidade do hardware disponível. Por meio do
uso de hardware mais denso, é possível equacionar a
economia com o aumento de cargas de trabalho que os
negócios demandam. “A tecnologia está ficando cada
vez menor”, destaca Sams.
Mais redução
O diretor de serviços de TI da Universidade de
Victoria, em Melbourne, Austrália, Phil County, é
mais um dos líderes que procuram se beneficiar de um
data center compacto. County está supervisionando a
construção de um complexo de data center que será
grande o suficiente para atender a necessidade da
computação e de rede da universidade, mas pequeno o
suficiente para economizar em hardware, uso de
energia, espaço físico e outros pontos de economia.
“Nosso objetivo é manter o menor datacenter
possível. Para tanto, estamos criando um novo tipo
de data center, bem diferente daqueles que ocupam
campos de futebol”, afirma County.
O desafio é grande: a Universidade de Vitória opera
11 campi e outras unidades na área chamada de grande
Melbourne, oferecendo serviços a mais de 45 mil
alunos. A instituição vê o novo complexo de data
center, alocado em duas unidades, como crítico para
a realização dessa atividade e para dar suporte às
atividades administrativas. “Precisamos garantir
nosso crescimento futuro e planejar, desde já, o
atendimento às necessidades dos próximos dez anos,
incluindo energia, refrigeração, espaço físico e
capacidade”, diz o diretor.
Apesar da operação em dois locais físicos, a
universidade está criando um único data center
lógico que oferece redundância e flexibilidade para
as operações. Virtualização, racks de alta densidade
e desenho modular vão permitir que a instituição
diminua seu consumo de energia. O data center também
utilizará refrigeração enfileirada, focando na fonte
de calor, combinado à refrigeração gratuita do
inverno de Melbourne. “Quando a temperatura chega a
15oC, a temperatura ambiente passa a ser utilizada,
com menor uso dos compressores e eletricidade.
Quando chega a 5oC, a temperatura ambiente faz todo
o trabalho dos compressores”, detalha County. O
sistema é configurado para garantir que todo o
processo ocorra com mínima intervenção humana. “Toda
vez que a temperatura ambiente atinge valores
determinados, o sistema já toma as providências”.
A universidade utilizará também pequenos módulos UPS
para maximizar o total de energia consumível e
otimizar a eficiência. A expectativa é que o data
center consuma 45% menos energia que uma planta
comum, com potencial de economia de 300 mil
kilowatts por ano. Com o novo data center tomando
forma, County está consolidando também servidores e
outros equipamentos que antes estavam espalhados em
diversos edifícios. “Já centralizamos mais de 350
máquinas e reduzimos o número de caixas para cerca
de 240”, contabiliza.
Nos casos de sucesso, a virtualização desempenhou um
importante papel na redução de tamanho dos data
centers e dos custos. O co-fundador da empresa
especializada em projetos de data centers Kovarus
Technology Solutions, Peter Castaldi, comprova a
hipótese com números. “Cada servidor físico consome
uma quantidade fixa de energia o tempo todo, não
importa se é muito ou pouco usado. Cada servidor
virtualizado representa um impacto imediato nas
contas”, afirma.
A virtualização também leva a um data center mais
produtivo e de melhor desempenho. “A tecnologia muda
muitos processos e melhores práticas. Muda a forma
como você usa hardware, armazenamento, redes. A
maioria das coisas muda para a melhor”, avalia
Castaldi.
A virtualização também força os líderes a prestarem
mais atenção à forma como eles configuram e rodam os
sistemas. Mas o esforço é compensado pelo resultado,
diz Castaldi. Os benefícios, segundo ele, são
redução de Capex, custos operacionais, melhoria dos
planos de recuperação de desastres, entre outros
resultados que se pode esperar da redução do data
center. “E é tudo facilmente justificável, pois são
custos diretos”, ressalta.
Os benefícios são tão evidentes que os líderes já
buscam virtualizar tudo o que é possível na
infraestrutura da empresa: armazenamento, desktops e
até laboratórios de automação. “Tudo isso pode ser
colocado no jogo do data center para economizar de
diversas formas”, pontua Castaldi.
Reformulação
A empresa de saúde Sister Mercy Health é mais uma
com projetos complexos de consolidação de data
center. No passado, a companhia, que opera 18
hospitais, acabou tendo que lidar com sete plantas,
tornando essa redução mais difícil.
A organização agora está trabalhando em um data
center compacto projetado para atender sua
necessidade em termos de fluxo de trabalho,
configuração, uso de energia e outras áreas
críticas. Mas antes que a construção seja levada
adiante, a Mercy precisou encontrar um lugar para
instalá-lo. O desafio, segundo o diretor executivo
para data center da companhia, David Shaw, era
manter o data center longe das principais
possibilidades de falha. “Também queríamos ter
certeza de que haveria acessibilidade em termos de
conexões de alta velocidade”. Para tanto, a escolha
foi um lugar bastante próximo à matriz da compania,
em St. Louis, Missouri (EUA).
Ao desenvolver o data center, o objetivo de Shaw era
manter a planta o mais compacta possível,
considerando as altas cargas de trabalho
relacionadas a negócios e serviços médicos. O
diretor executivo escolheu um projeto modular que
permite a uma redução ou expansão veloz do data
center de acordo com as necessidades da Sister Mercy
Health.
Conselhos para as empresas
O maior desafio na redução de tamanho de um data
center é o planejamento. Todo o projeto deve ser
feito cuidadosamente, de forma que tudo se encaixe
quando estiver finalizado. “Nos dias de hoje, não há
espaço para desperdícios”, observa Gonzales.
Outra questão que costuma surgir é um certo
desconforto nos líderes de TI e em sua equipe que
acreditam que vão perder o domínio sobre a
infraestrutura da empresa. Gonzales diz que é
necessário deixar claro que um data center menor não
reflete nas habilidades e na qualificação da equipe.
“Somos julgados pela qualidade do trabalho e não
pela área que ocupamos na companhia”, afirma.
Outro temor é de um eventual impacto no tamanho da
força de trabalho, mas diminuir o data center não
significa, necessariamente, redução da equipe. “Pode
até melhorar, já que a equipe trabalha de forma mais
inteligente e os líderes de TI têm a oportunidade de
mostrar mais valor”, pondera Castaldi.
Tarefas como backups e relatórios são reduzidas ou
eliminadas nos novos tipos de data center, mas
atividades mais complexas, como aplicações e
serviços de rede continuam precisando de
profissionais qualificados.
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Verificar URLs curtas
não protege usuário no Twitter, diz pesquisador
Por Joan Goodchild,
da CSO/EUA
Preocupações a respeito do risco
inerente ao uso de URLs curtas podem ser demasiadas,
segundo relatório publicado por um pesquisador da
empresa de segurança Zscaler. Tal constatação vem
depois de o Twitter ter anunciado a implementação de
um sistema de verificação para checar todas as URLs
postadas pelos usuários no serviço de microblog
quanto a sites maliciosos. Em novembro, o bit.ly,
popular serviço web para encurtar endereços de
internet, fez um movimento semelhante. Mas a
segurança pode serão tão necessária quanto se
pensava.
Enquanto o Twitter e as URLs curtas utilizadas nos
posts têm sido acusadas de direcionar usuários a
sites maliciosos, Julian Sobrier, da Zscaler, pensa
diferente. O pesquisador investigou os links
postados no Twitter tanto antes quanto depois da
implementação da medida de segurança. Foram
vistoriadas mais de um milhão de URLs a partir da
timeline no período compreendido por “algumas”
semanas ante de a funcionalidade entrar em cena.
Os links foram avaliados por meio da infraestrutura
da Zscaler para identificar que endereços estavam
relacionados a sites maliciosos. Na mira estavam
apenas sites maliciosos do tipo phishing e malware e
não incluíram sites relacionados a spams.
Os números mostraram que apenas 773 links conduziam
a sites com conteúdo malicioso, cerca de 0,6% da
amostra, de acordo com o pesquisador. Sobrier diz
que o Bit.ly representa 40% de todos os links curtos
avaliados e, na mesma proporção, as URLs criadas por
meio dele conduziam a conteúdos maliciosos. Outro
encurtador de URLs, o TinyURL, responde por 5% das
URLs publicadas e por 6% de endereços responsáveis
por conteúdo malicioso.
“Ao que tudo indica, a proteção antiphishing
antimalware do bit.ly não está resultado em URLs
mais seguras, quando o comparamos com outros
encurtadores de URL”, afirma Sobrier em um post
publicado no site da empresa. Segundo ele, o que
realmente é capaz de proteger os usuários são os
serviços de varredure em tempo real que avaliam
tanto a URL quando o conteúdo.
Sobrier diz que o Twitter e o bit.ly podem apenas
fazer varreduras periódicas nos links, e os sites
maliciosos tentam ocultar seu conteúdo maléfico de
não usuários a partir de geografia ou do tipo de
agente de verificação utilizado e também ao exigir
um navegador que possa traduzir corretamente
Javascript, Flash etc. “Criminosos podem apresentar
conteúdo inofensivo aos serviços de varredura do
Twitter ou do bit.ly, mas se mostrarem perigosos
quando um visitante real vai até eles”, explica.
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Como o Google quer
mudar o setor de telecomunicações
Por Brad Reed, da
Network World/EUA
Empresa diz que não quer ser provedor
de internet nem fabricar celulares. Mas faz isso e
muito mais - tudo em nome de uma estratégia maior.
O Google afirma que não quer ser provedor de
internet. Na verdade, ele quer fazer com que seu
provedor atual se comporte mais como... O próprio
Google.
É por isso que, nos últimos anos, a gigante das
buscas na web tem usado sua força financeira e de
marca para fazer incursões regulares pela indústria
de telecomunicações.
Quando faz lobby por uma legislação de neutralidade
na rede, desenvolve seu próprio celular e sistema
operacional e cria uma rede de banda larga
experimental de alta velocidade, o Google mostra que
não dá espaço à timidez quando quer jogar seu peso
sobre as operadoras.
E o que o Google quer com isso? Essencialmente, ele
quer dizer que as operadoras devem controlar menos o
que elas podem ou não fazer com suas redes. Um dos
objetivos da plataforma Android, por exemplo, é
fazer com que as operadoras sejam menos restritivas
a aplicativos e conteúdos que podem ou não funcionar
em suas redes sem fio.
Ao mesmo tempo, a neutralidade na rede impediria que
operadoras dessem prioridade a seus próprios
conteúdos, em relação aos conteúdos de provedores
rivais e de outras empresas da internet.
Conheça as três principais iniciativas do Google em
telecomunicações, seus objetivos e o nível de
sucesso que cada uma atingiu.
Iniciativa 1: neutralidade na rede
Objetivo: O Google não está lutando nesta batalha
sozinho. Diversas empresas de internet e grupos de
defesa do consumidor têm defendido regras de
neutralidade na rede há pelo menos cinco anos.
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Apesar de entraves,
mercado de games deve crescer no Brasil
Por THÉO AZEVEDO para
a Folha de S.Paulo
População jovem e numerosa,
estabilidade econômica, ascensão da classe média e
uma grande empatia por games estão entre os
principais fatores que colocam o Brasil como a bola
da vez no mercado internacional, ainda que o
progresso aconteça a passos lentos.
Para gigantes como Microsoft, Sony e Nintendo, os
maiores obstáculos são a pirataria, a alta carga
tributária e a falta de informações oficiais.
Por outro lado, nunca se jogou tanto on-line no
Brasil: a Level-Up, que comercializa Ragnarök e
Grand Chase, conta com 1,2 milhão de jogadores por
mês, enquanto 700 mil já experimentaram Cabal Online,
RPG da Gamemaxx.
Preços altos
Vida ingrata mesmo é a de quem compra videogame e
jogos no país: "Reduzir os preços é fundamental para
conquistar mais consumidores no Brasil", resume Mark
Wentley, executivo da Nintendo para a América
Latina. "Trata-se de um dos nossos objetivos para o
futuro e de algo de que estamos cuidando de perto",
completa.
Hoje, para exemplificar, o Wii sai por R$ 1.000,
enquanto um jogo novo para o console custa R$ 250;
nos EUA, os valores são US$ 199 (cerca de R$ 360) e
US$ 49 (cerca de R$ 89), respectivamente.
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Divulgação |
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Tela do jogo Gear
of War 2, comercializado oficialmente pela
Microsoft no país para o Xbox 360 |
Tamanha discrepância de preços, dizem as empresas,
se deve à alta carga tributária, que chega a
aumentar em 257% o preço original.
Com isso, o espaço fica aberto para o contrabando:
"Fica complicado quando existe um canal que se
aproveita do marketing e canibaliza quem está
trabalhando de modo oficial, pagando os impostos
devidos", queixa-se Milton Beck, diretor da divisão
da Microsoft responsável pelo Xbox 360.
"É difícil convencer o governo, pela falta de dados
concretos e falta de mercado oficial, de que a
redução nos tributos poderia aumentar a arrecadação
total", diz André Penha, representante da Abragames
(Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos
Eletrônicos).
Uma das poucas pesquisas disponíveis, divulgada pela
associação em 2008, registra que o faturamento total
do setor de jogos girava em torno de R$ 87,5 milhões
no país.
Investimento
Mesmo assim, quem vai às lojas encontra os consoles
à venda, com jogos e acessórios. Em 2008, a Ubisoft
abriu uma filial para produzir jogos no Brasil,
enquanto as produtoras Activision, Blizzard, Konami
e Take-Two também demonstram interesse em investir,
trazendo seus jogos para o país.
As empresas, a princípio, terão que jogar com as
cartas que estão na mesa, já que, com exceção de um
projeto, ainda em tramitação, para incluir os games
na Lei de Informática (veja boxe), não há nada em
Brasília que aponte para uma redução da carga
tributária: "Existem várias instâncias de discussão
--Brasília, para os impostos federais, mas
principalmente os Estados, para o ICMS. Em suma,
qualquer conversa sobre impostos no país envolve o
mesmo trabalho 28 vezes pelo menos", diz Penha.
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Sharp lançará telas
3D para aparelhos portáteis
Por Kiyoshi Takenaka
TÓQUIO (Reuters) - A Sharp disse ter
planos de começar a fabricar neste ano telas 3D para
celulares e outros dispositivos móveis, sem
necessidade de uso de óculos especiais, apostando
que a demanda por imagens em terceira dimensão
crescerá para além das salas de cinema.
A demanda por telas de tamanho menor é importante
para os fornecedores japoneses de painéis de LCD
depois que eles sofreram com a queda nos pedidos
para eletrônicos portáteis, resultado de uma forte
baixa nas vendas no mercado doméstico.
A Sharp lançou celulares e computadores equipados
com telas que permitiam aos usuários verem imagens
em 3D sem o uso de óculos no início da década.
Mas eles acabaram sem a aceitação de público por
conta de fatores como tamanho, falta de brilho e
conteúdo 3D.
Desde então a Sharp tem desenvolvido telas 3D mais
brilhantes e mais finas com maior resolução e
sensíveis ao toque.
"Na era 2D, o conteúdo e a infraestrutura saíram dos
cinemas para a casa das pessoas, e a das casas para
os aparelhos móveis", disse o gerente-executivo da
Sharp Yoshisuke Hasegawa em conferência na
sexta-feira.
"Acreditamos que o mesmo acontecerá com o 3D.
Imagens tri-dimensionais que mal chegaram à tela
grande agora estão prestes a chegar aos portáteis".
Hasegawa, chefe da unidade de LCD da Sharp, não
revelou meta de vendas para as novas telas 3D.
Hasegawa disse também que a empresa recebeu
recentemente pedidos do novo produto de fabricantes
de celulares e outros potenciais cliente, mas
preferiu não dizer se a Nintendo está entre eles.
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Humildade dentro das
empresas não é pecado
Por Américo Marques
Ferreira
Você sabe lidar com os ególatras? E
com os ensimesmados, narcisistas, dogmáticos,
manipulares e autocráticos? Seja humilde. Conheça os
diferentes perfis de funcionários e chefes para não
repetir o mesmo erro deles.
Alberto Roberto, personagem interpretado por Chico
Anísio, nunca iria admitir ser humilde dentro de uma
empresa. Seu bordão na TV era: eu sou apenas o
máximo, o resto é figuração.
Qualquer semelhança com pessoas ao seu lado ou que
trabalham com você não é mera coincidência.
No mundo corporativo é comum encontrarmos pessoas
vaidosas que se julgam o centro do universo. Em
torno delas, imaginam gravitar os míseros mortais na
condição de simples coadjuvantes.
Trata-se de uma disfunção comportamental envolvendo
diferentes perfis, dentre os quais encontramos:
EGÓLATRA – como aquela pessoa que resolveu escrever
um livro ao qual lhe deu o seguinte título: “As dez
pessoas mais humildes do mundo e como eu fiz para
encontrar as outras nove“. Costuma também
racionalizar a respeito de suas falhas dizendo
“falem mal, mas falem de mim”.
ENSIMESMADO – típico de alguém que, após falar duas
horas a respeito de si mesmo, vira-se para seu pobre
interlocutor e diz: “cansei de falar de mim. Fala
você um pouco agora. O que você acha de mim?”
NARCISISTA – característico de pessoas que
necessitam confirmar sua suposta superioridade
frente a seus “concorrentes”, como se estivessem
perguntando a todo instante: “espelho, espelho meu,
há alguém mais belo (forte, inteligente, etc.) do
que eu?”. Esclareça-se que, nesta metáfora, as
consultas ao espelho refletem a insegurança típica
de um quadro de alucinação persecutória.
BULLY – termo atribuído a pessoas que pretendem
intimidar seus circunstantes através do uso da força
física, agressividade, atos de violência ou
provocação, todos enquadrados como manifestações de
assédio moral e/ou sexual.
DOGMÁTICO – pretenso dono da verdade, caracterizado
por um rei da mitologia grega, chamado Procrusteu,
que mandou construir uma cama com a exata dimensão
de seu corpo. A cada dia ele ordenava que um de seus
súditos deitasse nela. Se o tamanho da pessoa fosse
maior que sua cama, ele mandava cortar a cabeça. Se
fosse menor, ele mandava esticar o seu corpo para
que, em qualquer caso, ficassem de seu tamanho. E
assim, por se julgar o gabarito do certo e do
errado, invariavelmente, matava um súdito por dia.
MANIPULADOR – pessoa que se utiliza de chantagens
visando a incutir medo, culpa ou suborno a fim de
obter em troca, tempo, afeto, bens materiais ou
informação. Ao fazê-lo, reduz seus interlocutores a
meros objetos de sua vontade utilitarista e
pragmática.
AUTOCRÁTICO – por sua sede de poder busca sobrepujar
os outros numa relação de dominação/passividade.
Exemplificando, poderíamos imaginar um chefe que,
num arroubo de despotismo, dissesse a seus
subordinados: “a partir de amanhã quero que todos
vocês estacionem seus cérebros e corações lá fora,
antes de entrar para o serviço, pois aqui só eu sou
pago para pensar e vocês, na condição de
mão-de-obra, são pagos para obedecer”.
RÍGIDO – que adota julgamentos dicotômicos do tipo
certo ou errado, preto ou branco, além de valorações
maniqueístas como bom ou mau, bonito ou feio. Em
decorrência de sua falta de flexibilidade, tenta
impor às demais pessoas sua visão reducionista do
mundo, esquecendo-se de que existem muitas nuanças
como possíveis alternativas entre os extremos de um
continuum.
Todos esses comportamentos provocam desequilíbrios
disfuncionais nos relacionamentos interpessoais.
Como não há dois seres humanos iguais na face da
terra, cada pessoa merece consideração por sua
singularidade, não havendo motivos que justifiquem
sentimentos de superioridade ou inferioridade entre
seres humanos.
A riqueza nos relacionamentos decorre exatamente da
heterogeneidade de opiniões e da diversidade de
pontos de vista.
Vale lembrar que até um relógio parado, duas vezes
por dia, está certo. Ou seja, dificilmente, em
situações de conflito, alguém possui 100% de razão.
Qualquer tentativa de intimidação, ou demonstração
de pretensa superioridade, deve ser recusada através
de posturas assertivas por parte de quem se sente
desrespeitado.
Humildade tem a ver com humus, termo que deu origem
à palavra fertilizante. Neste contexto, uma pessoa
humilde é aquela que sabe apoiar as demais para que
evoluam, assim como a terra fértil contribui para
que uma semente germine.
Uma banda de jazz é um exemplo de relacionamento
sinérgico e equilibrado.
Nela, não existe o maestro e todos os seus
integrantes são polivalentes, pois dominam mais de
um instrumento.
Dada uma linha melódica, sabem fazer improvisações
jazzísticas, alternando-se em momentos de solo e
retaguarda, de modo que, a seu tempo, todos brilhem
e não haja limitação de bem-sucedidos.
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Novas TVs exibem
vídeos por streaming
Por Alex dos Santos
Quem já tem ou pretende adquirir
algum dos sofisticados TVs da Samsung com o recurso
Internet@TV poderá a partir de agora acompanhar
vídeos diretamente do portal Terra, por streaming.
Além de já permitir o acesso gratuito aos vídeos do
YouTube, notícias e previsão do tempo do Terra, as
TVs passam a exibir também todo o tipo de conteúdo
de vídeo e foto disponível no site.

Notícias, esportes (campeonato
alemão, NBA e Baseball), documentários e parte da
programação dos canais Discovery podem ser acessadas
facilmente pelo controle remoto. A função
Internet@TV é encontrada nas LCDs de LED das séries
C6200, C6900, C7000, C8000, C9000 (vídeo); de plasma
série 7000; e LCD convencionais da série 650.
Boa “sacada” das duas empresas. Acho o recurso
Internet@TV (ao lado do Time Machine da LG) um dos
mais interessantes surgidos nas TVs nesses últimos
anos, mas seria ainda melhor se houvesse acesso
também a outros sites.
Para saber como funciona o recurso Internet@TV, veja
o teste da LCD de LED Samsung.
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